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COISAS QUE APRENDEMOS COM O FRANCISCO

nesses primeiros meses– e vejo que são lições para todo o tempo que temos pela frente:

[esse post é uma lista — como tantos outros; tantas listas de tantas coisas se espalham na internet todo dia… por isso, não me aprofundei em nenhum dos itens. fica para oportunidades futuras falar mais sobre cada uma das questões que levanto]

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Tudo é imprevisível: a que horas ele dorme? quantas fraldas sujas por dia vocês lavam? (sim, temos fraldas de pano! falarei mais disso em outro momento) quantas vezes mama? durante quanto tempo? — nenhuma dessas perguntas tem resposta definida. No começo pensava: “depois dessa mamada ele vai dormir, aí eu poderei tomar um banho rápido, depois preparo a comida…” ou “vamos passear agora de tarde, aproveitar esse sol bonito” (sobre a dificuldade em sair de casa, me identifiquei muito com esse texto, por mais que tenhamos um bebê e não temos cachorro). Doce ilusão. Nenhum plano desse tipo funcionava. O bebê tem seus ritmos. Difícil controlar ou prever o que quer que seja.

Rotina, adaptação? O que significam essas palavras? Como diz a canção, “tudo muda o tempo todo no mundo”. Não se passaram nem seis meses, e já é difícil dizer o quanto a vida mudou de lá pra cá… e não para de mudar. Hoje o Francisco começa a dar uma risadinha fofa. Amanhã a risada já é outra. Nos primeiros meses, as cólicas incomodavam. Passado aquele tempo, vem as coceiras na gengiva. E vai saber se as cólicas não voltarão, quando ele começar a comer! Enfim, a lista poderia se estender…

A vida tem suas fases. O recém-nascido passa por várias delas, num curto espaço de tempo. Isso eu já vinha percebendo desde o comecinho: havia semanas com mais sono, outras com menos sono; depois uma outra semana super sensível e apegado a mim; em seguida, outras semanas muito independente. Só depois fui descobrir esse valiosíssimo texto sobre os picos de crescimento e fases de desenvolvimento do bebê. Tudo ficou claro, então! É um texto pra ler várias vezes, a cada nova fase.

A paciência está relacionada ao item acima. Tudo passa, é um momento. Tomemos o exemplo das cólicas: o Francisco teve aquele tipo de cólica de gases; todo começo de dia, pelas 7h da manhã, lá vinha a dificuldade em mandar pra fora os gases e o cocô. Muita massagem, muito colo, muito peito e junto com tudo isso: paciência. A gente só consegue transmitir calma se nós mesmos estivermos calmos.

Tolerância: um bebê é uma enorme maravilha; mas todo pai e toda mãe enfrenta seus problemas, cada um ao seu modo. Aprendi muito a respeitar e julgar menos os outros, desde que o Francisco nasceu. Mas isso não quer dizer que eu aceite que os outros me julguem ou critiquem a nós gratuitamente. Para dialogar, não é preciso compartilhar das mesmas visões de mundo e valores. Falo um pouco sobre isso aqui.

A força da vulnerabilidade: quer coisa mais frágil e mais vulnerável que um bebê? E já parou para perceber que força tem os bebês? Quando estava grávida, vi esse vídeo, que me tocou muito. Dá até vontade de ler sobre a pesquisa dela. A cada dia que passa faz mais sentido para mim. A vulnerabilidade, como ela define, nos permite amar sem esperar retorno, nos tira a preocupação de controlar ou prever o que quer que seja, nos motiva a procurar uma conexão com o mundo — tudo a ver com os outros pontos que estou listando aqui.

Somos pessoas importantes: a gente pode pensar em ser mãe ou pai somente em termos de “responsabilidade”, de “exemplo”. Acredito que não se resume a isso. Ter o Francisco perto de nós nos faz querer ser pessoas melhores, cada vez mais. Como já disse acima, como posso transmitir calma ou felicidade a alguém se eu mesma não me sentir calma e feliz? Esse assunto é longo, vai reaparecer em outros posts meus! Por ora, a lista se encerra aqui :)

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