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UMA LISTA DE DESEJOS PARA 2015

era a ideia para o primeiro post do ano. Depois de ter relembrado o fim do ano retrasado e passado em revista 2014, parecia interessante lançar o olhar para frente e traçar planos e projetinhos para o futuro.

Eu já tinha começado a fazer um rascunho, criado o post no blog… mas eis que a leitura de “Deixa sair”, de Sonia Hirsch, me indicou algo muito pertinente.

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Essa questão do apego reapareceu em outra leitura que fiz em seguida, “A doença como caminho”.

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Os dois livros possuem temas bem parecidos — cuidar do corpo é também cuidar da alma; nossa realidade é construída num ritmo binário: fora e dentro, inspirar e expirar, entrar e sair. A cabeça ainda está cheia de ideias, insights e analogias… e os desejos ficaram de lado.

Assim, esse post é um não-post. Era para ser uma lista de desejos. Mas acabou virando um desejo só: de poder abraçar e aceitar este ano que começa com tudo o que ele terá a oferecer.

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10 DE ABRIL: SEIS SEMANAS

sem comer alguns alimentos que até então eram bem presentes no meu cotidiano: açúcar refinado, mel, farinha de trigo (o que inclui massas, pães, biscoitos, até mesmo integrais, gérmen de trigo), aveia, leite de vaca e derivados. Se a lista já parece bem grande, acrescento: atum, camarão, lagosta e frutos do mar. Faz uns anos deixei de comer carne (vaca, frango, porco) mas continuo a comer peixe (quem sabe um dia viro vegetariana de verdade…). Nada de álcool ou bebidas com cafeína (isso também por conta da amamentação).

Sem todas essas coisas, o que estou comendo? Frutas frescas e secas, verduras, legumes, iogurte e queijo feta (exceções dos laticínios), oleaginosas. Além disso, batata, quinoa, inhame, ervilha, lentilha, grão de bico, linhaça, polenta, semente de girassol, gergelim. Até pipoca eu posso comer.

Parece um tanto difícil. Mas é bem possível. Faz uma baita diferença no cotidiano. Deixar de lado alguns costumes, que mais pareciam rituais: pão com manteiga e mel, a facilidade de se abrir uma lata de atum ou comer um cereal com leite, a pizza no fim de semana, os doces que sempre fizeram parte do dia.

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Mudar de alimentação também muda o relacionamento com o mundo: é dizer não quando alguém te oferece carinhosamente um chocolate, um pedaço de bolo para acompanhar o chá. É ter que ignorar 80% das prateleiras do supermercado, visto que quase tudo é feito de açúcar, farinha de trigo ou algum derivado de leite de vaca. É ter que comprar alguma coisinha quase todo dia, porque frutas e legumes precisam ser frescos. Deixamos de lado aquela compra grande quinzenal, encher a geladeira, para fazer comprinhas pequenas.

Gasta-se mais dinheiro? Depende. Come-se menos e melhor em qualidade. Minha mãe diz muito: melhor gastar no supermercado e na feira do que na farmácia!

Aí aparece a razão para essa mudança alimentar: a saúde. Estou fazendo um tratamento alternativo, para recuperar o sistema imunológico. O metabolismo também estava baixíssimo: numa escala em que 100 é o normal, o meu estava em 27 (!) um mês atrás! Falarei mais em outro post. Por ora, estou me sentindo muito bem com a nova rotina: aprendendo coisas diferentes na cozinha, a digestão está bem mais rápida, estou me sentindo mais disposta e menos estressada, sem aquelas eventuais dores de cabeça sem explicação. Isso porque, acima de tudo, eu quero mudar.

Hoje é o dia de retorno à consulta, para verificar os efeitos dessa mudança e saber quais os próximos passos a seguir.

Importante: esse post não é nenhum guia alimentar, mas o relato de uma experiência pessoal. Estou seguindo um tratamento, acompanhada por uma especialista. Cada pessoa tem seu perfil, necessidades e características que devem ser levadas em conta quando se trata de alimentação. A quem lê, caso interesse, aconselho que procure orientação para mudar a dieta.

ERA UM TERREMOTO

mas o terremoto aconteceu enquanto eu estava dormindo; sonhava e o sonho virou pesadelo.

Um pesadelo dentro do qual alguém estava por perto, mas eu sofria muito, não controlava meu corpo. A sensação era boa, ruim, difícil: estava perto de morrer, talvez.

Acordei doente. Pensei: o pesadelo me deu o sinal. Só depois soube que o que meu corpo sofria era a terra toda que se movimentava.