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SER (MAIS) FEMININA

é o assunto desse post, escrito um ano atrás. Lembro bem que publiquei no mesmo dia em que a Dilma foi reeleita — e por conseguinte choveram comentários maldosos a respeito de sua aparência, como se isso bastasse como crítica para seu trabalho no governo do país. Mas essa seria uma outra história…

A pessoa que me disse a tal frase nem se deve mais recordar da conversa. E eu aqui ainda pensando sobre o assunto. O tempo passa e, de alguma forma, vou pouco a pouco dando mais razão a ela. Sim, me faltava algo ali, mais de cinco anos atrás, que ela queria me mostrar. Não seriam dicas de beleza, como mandamentos — até porque tenho ido atrás de cosméticos naturais. Mas me faltava perceber algo em mim, algo que até hoje está pouco nítido. Algo que fuja tanto às regras ou mandamentos como esses acima (hidrate sua pele, seja gentil, etc. etc.) como também à nossa própria vontade de se afastar do feminino.

Vou tentando rever minhas experiências e escolhas, os jeitos e reações do corpo, suas forças e fraquezas… como o caso das unhas — por que não ver como elas ficam pelo menos um pouco compridas? Que efeito causa?

Talvez esse post esteja pouco claro. Vou terminar com uma foto que tirei esses dias. É um flyer de uma casa de shows. A mensagem, de toda forma, me chamou a atenção. Para mim, tem tudo a ver com o tema deste post — é preciso tempo.

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Traduzido do inglês –grandes coisas demandam tempo.

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NÃO USAR DESODORANTE

parece algo impensável — como assim? Controlar a transpiração e o odor de suor seriam coisas imprescindíveis para a vida em sociedade. A higiene é prioritária: tomar banho, lavar os cabelos, estar limpo. É engraçado como nossa cultura brasileira ressalta muito bem isso. E mesmo o confronto com os hábitos europeus dá o que falar. Convivendo com alguns franceses, dentre as amizades ou no ambiente de trabalho, sempre rolavam alguns comentários e risadinhas por conta do mau cheiro dos estrangeiros que não se lavavam.

Pois é, estou tocando numa questão cultural bem vasta… que na verdade não é o tema principal aqui. Meu ponto é falar do que vivi, no meu corpo. Faz uns anos, eu comecei a transpirar com mau cheiro, mesmo usando desodorante. As roupas pegavam o cheiro. Era incômodo, estranho. Perguntei ao homeopata. Surgiu a ideia de deixar de lado o desodorante. Provavelmente minha pele já estava saturada desses produtos químicos, precisando liberar as toxinas, limpar-se. E o desodorante dificultava esse processo. Comecei a ler na internet todo o perigo dos desodorantes para o sistema linfático, inclusive a relação entre eles e o câncer de mama. Como paramos tão pouco para pensar nesse assunto?

Uma professora velhinha me disse que na sua juventude não existia desodorante, nem toda essa enorme variedade de cosméticos. Minha avó também nunca se depilou. Num curto espaço de tempo, de uma geração pra outra, nossas prateleiras se encheram desses potinhos, bisnagas e sprays… e se tornaram praticamente um dever.

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Meu marido é uma exceção na sua família, nunca quis usar desodorante ou perfume. Ele tem um trabalho braçal. Transpira. Mas, surpresa, não cheira mal como uma pessoa que usa desodorante normalmente mas esqueceu de passar um dia.

Tudo isso foi se juntando na minha mente. Ao mesmo tempo, comecei a ler várias outras experiências de gente que pretende abandonar os cosméticos industriais, optando por alternativas naturais.

É claro que passei por situações engraçadas. As pessoas próximas foram percebendo minha mudança de cheiro. Mas é um assunto delicado de abordar… então já ouvi que me “tornei europeia”, coisas do tipo. Entendo. Eu mesma tinha dificuldade de contar o que acontecia comigo. Tentava vários desodorantes mas minha pele recusava com um odor indisfarçável.

Até que encontrei uma singela solução que está sendo uma maravilha — sumo de limão. Espremo uma metade de limão e passo nas axilas, com a ponta dos dedos. Simples assim. Limão é forte, por isso não é bom usar quando se vai expor a axila ao sol, bem como os dias de depilação. Funciona que é uma beleza.

O que sobra do suquinho de limão eu bebo com água morna e sal do himalaia, em jejum, ao acordar.

Tem gente que usa outros produtos, como bicarbonato de sódio, leite de magnésia ou óleo de coco. Cada corpo tem a sua resposta, é preciso ir testando e observando os efeitos.

Fui atrás de desodorante sem alumínio, comprei um da weleda; é bonzinho, mas não tão eficaz e levinho quanto o limão. De toda forma, aqui tem umas dicas. E aqui mais outras.

Enfim, o limão entrou para minha lista de cosméticos e produtos de limpeza, assim como o óleo de coco, o vinagre branco e a cúrcuma, como eu já contei. Em seguida, quem sabe, encontrarei um substituto para o shampoo… veremos!