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LIMPAR O PRÓPRIO BUMBUM

foi a experiência que me marcou a entrada na pré-escola. Antes, em casa, sempre que eu precisava fazer cocô, chamava mamãe ou vovó. Elas me ajudavam a me limpar, eu tentando mas sem confiança de executar a tarefa.

Lembro que nas primeiras vezes em que aconteceu de fazer cocô no prezinho, eu me dirigia ao banheiro sozinha. Quando precisava da ajuda, gritava: — Tia, vem me limpar!

Talvez uma ou duas vezes a professora veio ao meu encontro. Só não recordo se ela me disse que aquilo normalmente não se faz — que na escola cada criança deve cuidar de si mesma para usar o papel higiênico no banheiro.

Enfim, passados os primeiros momentos de auxílio, aconteceu que eu fui evacuar e, como das outras vezes, chamei pela tia. Gritei uma vez, duas, três. Até que eu me dei conta, pela ausência, de que eu deveria em encarregar da minha própria limpeza. E assim foi.

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XIXI E COCÔ

são os temas deste post — bom dizer assim, logo de cara; assim, quem sente nojo de ler sobre essas coisas pode já interromper a leitura.

Este post aqui me inspirou. Afinal, viver junto com um bebê leva a observar tudo sob novos pontos de vista.

No começo de tudo, não havia cocô, mas mecônio. Lembro bem da primeira troca de fralda: o corpo pequeno e magrinho daquele bebê que tinha cheiro de sangue. No bumbum, vi uma pasta escura, que a parteira ajudou a limpar.

Ao sair da casa de parto, estávamos felizes porque o cocô era amarelinho, como devia ser. O leite desceu, ele mamava bem e nossos corpos, agora dois, funcionavam direitinho.

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Os primeiros dias eram tão corridos que eu não tinha tempo nem de fazer xixi — era o que eu dizia e também já ouvi de outras mães o mesmo comentário. Banhos? Somente a três: Francisco, Marco e eu embaixo do chuveiro.

Algumas vezes o cocô do Francisco esverdeava. Dizem que acontece quando a mãe come frutas demais. Ou que o leite é pouco gorduroso. Não soube apurar isso com precisão.

Eram frequentes os vazamentos; às vezes o piupiu não estava posicionado para baixo. Também já recebemos jatos de xixi durante as trocas de fralda.

Usando fraldas de pano, é normal que a gente tenha muito contato com as excreções — cheiro, consistência, pedacinhos… são todos detalhes interessantes de observar quando bebê começa a se alimentar. Tudo muda! Consigo identificar a comida que está ali digerida. E dá até mesmo para reconhecer quando o Francisco comeu alguma guloseima com açúcar: o cheiro é bem mais desagradável do que normalmente…

Por volta dos 10 meses, o Francisco começou a ter dificuldade para fazer cocô. Acredito que foi o momento em que ele se deu conta do fato. Ficou meio receoso e segurava as fezes. Alguns dias não evacuava. Com muita calma, segurava-o no colo, sentada na privada junto com ele. Chorava, deixando sair.

Muitos bebês passam por essa fase de cocô duro e seco nos primeiros meses de introdução alimentar. É preciso oferecer água com frequência e atentar para alimentos que ajudem o trânsito intestinal. Algumas vezes deixo umas ameixas de molho, à noite, para de manhã beber a água e fazer um mix com as ameixas molinhas. De toda forma, não é recomendável recorrer sempre a essa receita, para que o intestino se regule com a alimentação normal.

Pouco tempo depois o Francisco aprendeu a sinalizar que tinha feito cocô, dando uns tapinhas na fralda. Fala “cocô” e “xixi”. É um passo para o desfralde, penso eu. Cada coisa ao seu tempo… futuramente volto ao assunto!

AS FRALDAS DE PANO, UM ANO E MEIO DEPOIS

continuam sendo utilizadas na grande maioria das vezes. Excepcionalmente, o Francisco usa fralda descartável — em dias que ficamos muito tempo longe de casa, dentro do carro, por exemplo. Era algo que a gente não fazia no começo, mas que fomos pouco a pouco cedendo: sim, as fraldas descartáveis são bem mais práticas e não exigem uma troca tão frequente. De toda forma, preferimos ainda as de pano.

Alguns pontos devo assinalar: as fraldas de pano têm uma durabilidade menor do que esperávamos. Por volta do primeiro aniversário do Francisco, sentimos a necessidade de renovar um pouco nosso kit de fraldas e capas de pano. Percebemos que elas já estavam gastas. Afinal, todo dia eu devia lavar uma máquina com fraldas e roupinhas. É natural que elas já estivessem velhinhas. Da quantidade de fraldas que compramos no início (post aqui), a metade foi renovada. As fraldas noturnas, sobretudo, tem uma vida útil mais curta do que as outras, provavelmente porque recebem uma quantidade maior de xixi…

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Um ano atrás praticamente, no primeiro post sobre o assunto, eu já me perguntava como seria lavar a fralda suja de cocô, depois da introdução alimentar. Isso porque cocô de bebê que mama exclusivamente leite materno é uma coisa simples, quase sem cheiro, bem líquida. Aos poucos, as fezes vão mudando e adquirindo consistência. Na maior parte das vezes, a limpeza é simples: o cocô se descola sozinho do tecido, jogo-o direto no vaso sanitário — o Francisco dá tchauzinho pro cocô e dá a descarga (eu o subo na tampa do vaso). Mas não é sempre uma maravilha. Há contato direto com as fezes e isso necessita uma boa limpeza posterior.

Eu também mencionava o desfralde. Com um ano e meio, por enquanto, o Francisco sinaliza, vez ou outra, que faz xixi ou cocô. Estamos bem no comecinho do processo. Quando temos oportunidade, deixo-o sem fralda, brincando pela casa. Também observa a mim e ao Marco indo ao banheiro, usando o vaso, dando descarga. Assim aos poucos ele vai percebendo como funciona. Mais importante de tudo é dar tempo ao tempo, passo a passo, aprender dia a dia. Possivelmente daqui um ano volto ao mesmo tema — ou até antes, vai saber!

O PRIMEIRO DENTINHO

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chegou por volta dos seis meses. Já fazia um bom tempo que ele babava bastante — sinal de dente nascendo. Além disso, percebemos que ele roçava qualquer brinquedinho na gengiva. Dizem também que esfregar as orelhas sinaliza dente chegando.

Na verdade, é todo o corpo que está mudando. O sistema digestivo, especialmente. O Francisco teve algumas assaduras, mas bem pouco. Usar fralda de pano e trocá-la com frequência alivia esse problema. Pomadas são desnecessárias: inibem as defesas naturais da pele e criam uma dependência. A pele do Francisco ficou bem melhor depois que deixamos de usá-las.

Muita gente relata dificuldades quando os dentes estão despontando: noites mal dormidas, febre, dores fortes. Felizmente não tivemos nada do tipo até o momento. Por volta dos quatro meses o Francisco começou a usar um colarzinho de âmbar. Ainda que faltem pesquisas científicas que comprovem sua eficácia, acreditamos que ele tenha ajudado.

Logo depois do primeiro dente, chegou um outro. E aos dez meses, já dava para perceber quatro dentes chegando em cima!

Os dentes chegam num momento de amplo desenvolvimento motor. O Francisco engatinha, levanta-se com apoio. Sua percepção do corpo vai ficando mais afinada — mãos, pés, cabeça. Dá tchauzinho e bate palmas. Experimenta todo tipo de frutas e legumes. O cocô mudou, assim como o ritmo das evacuações — assunto para outro post.

Enfim, os dentinhos vão compondo um rostinho de criança, coisa tão bonita de observar.

O PARTO, COMO EU IMAGINAVA

seria na água. Gosto muito de água, acreditava que seria um bom meio de transição para x bebê. Assisti vários vídeos de partos em banheiras. Assegurei-me que poderia ter uma na casa de parto.

Também imaginava um trabalho de parto longo. Muitas contrações espaçadas; eu poderia dormir entre elas. Talvez durasse mais de um dia… estava pronta pra enfrentar uma maratona.

Levei umas garrafas de água de coco na mala. Queria tomar algo de gostoso e nutritivo durante o trabalho de parto; hidratar e dar um gostinho de coco àquele momento.

Pensava que iria chorar muito ao ver x bebê, assim como eu chorava lendo e vendo vídeos de parto.

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No fim das contas, Francisco nasceu na cama da sala de parto. Poderia ter sido de cócoras; mas na hora, improvisei ficar de quatro apoios — de acordo com o que sentia naquele momento. Nem foi possível cogitar a banheira porque chegamos na casa de parto com dilatação total e quase coroando. Tive contrações pouco espaçadas, não dormi. Foi muito rápido, tudo aconteceu em seis horas. Só comi uma banana durante esse tempo. A água de coco ficou lá esquecida na mala. Não chorei ao ver o Francisco; estava radiante de alegria. Fui chorar só dias depois, ao voltar pra casa e quando recebemos a certidão de nascimento.

Entre o planejado e a realidade, o mais importante foi ter-me preparado para o imprevisível.