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A PRIMEIRA VIAGEM DO FRANCISCO

aconteceu aos seus onze meses de idade. Planejamos que ele passaria seu primeiro aniversário em São Paulo, onde mora minha família e boa parte dxs amigxs.

Há muito o que relatar sobre a experiência da viagem; neste post, vou me concentrar nos trajetos de avião.

Muitxs bebês pegam avião bem antes dos onze meses. Pelo que vi, as companhias aéreas xs aceitam a partir dos 14 dias de idade. A gente preferiu esperar o Francisco estar mais crescidinho; afinal, trata-se de um voo longo, aproximadamente 12 horas. Antes disso, fizemos apenas passeios, seja de transporte público ou carro: por mais que a gente se distanciasse, não passávamos a noite fora de casa.

Pode parecer excesso de prudência, confesso. Preferimos assim. Nos feriados e fins de semana, a gente saía para andar num parque, conhecer uma cidade, visitar pessoas. Mas nada que nos sobrecarregasse. Até porque, nos primeiros meses, o Francisco não gostava do carro. Abria o berreiro, reclamava à beça. Foi uma boa razão para evitar trajetos longos. Aos poucos, foi se acostumando, entendendo melhor e até se divertindo com o carro.

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Falando do avião: pegamos um voo durante o dia, o que foi um ponto negativo para nós. O Francisco se entediou depois de algumas horas — ele não tem costume de assistir tevê, por isso nem se concentrou na telinha; como também não andava, precisava ficar no nosso colo (não achamos legal a ideia de engatinhar nos corredores); queria interagir com as pessoas ao redor, que nem sempre são receptivas…  estressou-se e dormiu pouquíssimo ao longo das 12 horas. Já no voo de volta, de madrugada, a situação foi diferente. Dormiu razoável, no meu colo. Nesse sentido, acho que viajar com a idade que ele tinha, 11 meses, foi uma escolha não tão feliz: isso porque um bebê menor dá menos atenção à mudança de ambiente e dorme bem mais tempo durante o dia; por outro lado, um bebê maior já caminha sozinho, consegue brincar mais e fica menos entediado — será?

Imagine que um dos seus grandes divertimentos durante o voo era ir ao banheiro! Ainda bem que escolhemos assentos no fundo da aeronave, o que facilitava o acesso.

Além de fraldas, trocas de roupa e brinquedos, levamos na bagagem de mão algumas frutas, frescas e secas. Os snacks oferecidos normalmente são quase sempre baboseirinhas, tipo barra de cereal, bala ou chocolate. Amamentei muito, seja nas decolagens e aterrissagens, como durante o voo. Felizmente, o Francisco não sofreu com a mudança de pressão nos ouvidos, como pode acontecer.

Já li todo tipo de relato de viagem de mães e pais com filhos pequenos: tem quem se vire numa boa, tem quem enfrente dificuldades (esse aqui pode interessar, mas recomendo também pesquisar no google com “viajar de avião com bebê”). Não sei se eu daria conta de viajar sozinha com o Francisco, ao menos nesses primeiros anos. Fiquei muito cansada tanto na ida como na volta.

Em próximos posts continuo, escrevendo sobre hospedar-se, comer fora, etc. etc.

AVIÕES CAINDO

um atrás do outro. Estávamos na rua e todos os aviões no ar perdiam controle e iam caindo. Horrível vê-los se espatifando em cima de casas, no meio da rua, o barulho de desespero geral. Na televisão, que víamos num bar, o noticiário falando sobre isso. Perguntamos às pessoas o que tinha acontecido. Disseram que os aviões tinham “perdido os nós”. Decidi acordar.

Depois eu tinha que brigar com um cara grande, um armário. Estávamos discutindo, em casa (mas era na Praia Grande), sobre um serviço que ele tinha feito e como pagaríamos. Dei 200 reais em dinheiro. Exigimos o recibo. Ele nos enrolou e não deu. Fiquei com vontade de dar-lhe uns golpes de kung fu, mas ainda sabia pouquinho. E além disso, o kung fu não serviria pra isso. Mesmo assim fiquei treinando uns movimentos.