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UM POST ESCRITO COM CANETA AZUL

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UMA COLCHA LISTRADA

foi meu segundo grande projeto de crochê. Tem uma estrutura parecida com a colcha de quadradinhos, os granny squares.

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Juntei lãs verde, amarelo e marrom (três novelos cada) e cinco novelos brancos. O branco, como na outra colcha, serviu como borda e arremate. Segui esse diagrama aqui. Mas fiz uma combinação de cores minha — na foto, de cima para baixo:

  • 5 linhas brancas
  • 3 verdes, 3 amarelas, 3 marrom
  • 5 brancas
  • 3x (2 verde, 2 amarelo, 2 marrom)
  • 10 brancas
  • 3x (2 verde, 2 amarelo, 2 marrom)
  • 10 brancas
  • 3x (2 verde, 2 amarelo, 2 marrom)
  • 5 brancas
  • 3 verdes, 3 amarelas, 3 marrom
  • 5 linhas brancas

 

 

Levei uns dois meses, mas num ritmo bem tranquilo. Foi presenteada para um/a bebê que chegará em maio <3

Agora vou partir para outra colcha! Futuramente ela entra aqui no blog também.

UMA COLCHA DE QUADRADINHOS

foi um dos meus projetos no ano passado. Tinha retomado o tricô e o crochê logo que terminei o mestrado. Aproveitava qualquer tempinho livre. Procurei ajuda com uma amiga para relembrar coisas simples, alguns pontos. Pesquisando na internet, deparei-me com o nome em inglês dos quadradinhos que tanto aprecio: granny square. A partir daí foi fácil encontrar instruções de como tecer a colcha que queria. No lanas y ovillos há vídeos e diagramas explicando.

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Na 25 de março compramos lãs coloridas, seis cores e branco. Vários novelos da mesma cor, pelo menos uns 5, do mesmo lote, para não dar diferença de tons no trabalho final. Sobraram uns novelos, que usarei em outra colcha.

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Com seis cores, fiz 120 quadradinhos diferentes, cada um com uma combinação única. O branco foi usado no contorno, nas bordas e para unir os quadrados.

Devagarinho, em paralelo a outros trabalhos (fiz vários cachecóis e golas, tema de outros posts), levei de março a agosto para terminar. Testei, errei, desmanchei, refiz. Pensava muito no bebê que estava dentro de mim — para quem fiz a colcha. Hoje, ela fica perto dos brinquedos do Francisco.

Junto com o diário, a colcha ocupou o tempo da gestação e é hoje um tipo de lembrança daqueles meses. Como um presente para o futuro — ambos feitos à mão, com paciência, um pouquinho a cada dia.

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Meses atrás, fiz outra colcha, listrada, sobre a qual falarei em breve.

DIA 20 DE MARÇO

é um daqueles dias que eu gosto, porque é equinócio, mudança de estação (chega o outono no hemisfério sul, primavera no norte).

Ano passado, foi o dia que escolhi para começar meu diário de gravidez. Já tinha mais de três meses de gestação, estava enrolando um pouquinho para dar partida no diário. Aí veio a calhar o 20 de março.

Comprei um caderno de capa dura, médio, umas 150 páginas, brancas, sem pauta. Não há desenho na capa, que eu planejava decorar com recortes.

Há pessoas que fazem diários com folhas soltas, fichários, calendários ou agendas. Eu sempre fui fã de cadernos, mas já usei agenda como diário também. Tem um calendário pendurado na cozinha que serve de micro-diário, onde anotamos coisas rápidas do dia-a-dia. Aliás, sou uma “diarista” desde pequena; comecei meu primeiro diário aos 9 anos. No mestrado, acabei estudando um pouco sobre diários, mesmo que esse não tenha sido o tema central da pesquisa. Um dos artigos mais lindos que escrevi trata do diário de Helena Morley.

Voltando ao diário de gravidez, decidi pelo seguinte formato: escrevi nas páginas da direita. Na esquerda, colei fotos com a evolução da barriga, entradas de cinema ou concertos que fomos assistir, bilhetes de viagens, capas dos CDs que ouvíamos… até fotos das manifestações de junho entraram. Assim, o diário é metade escrito, metade ilustrado. A cada dia escrevia com uma cor diferente: azul, verde, laranja, marrom… como amo escrever à mão!

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Pode-se escrever um diário para si ou, como nesse caso, para uma outra pessoa. O diário que fiz é para o Francisco ler no futuro. Penso em presentear-lho quando fizer 14 anos. Até lá, fica guardado.

Parei de escrever um dia antes que ele nascesse! Desde então, está em repouso. Ainda penso em continuar, sobraram páginas em branco em quantidade para ir narrando seus primeiros anos conosco. Uma ideia é incorporar meus posts do blog: imprimir e colar; as fotos do instagram também. Quem sabe…

CROCHÊ E TRICÔ

aprendi pequena, com a minha avó. Pelo que lembro, fui motivada pela curiosidade em fazer também o que ela e a minha tia faziam com aquelas agulhas. Sempre tínhamos uma blusa, pares de meias, casacos, coletes, cachecóis, feitos em casa.  E vovó costurava, inclusive. Comprava-se tecidos e ela fazia vestidos, saias, lençóis, tanta coisa! Até hoje não aprendi a costurar à máquina, quem sabe um dia. É um daqueles sonhos futuros.

ovonovo_-17

Nos últimos anos, de toda forma, voltei ao interesse pelo crochê e pelo tricô — mais pelo primeiro. Um ano atrás, no começo da gravidez, me veio a vontade de fazer uma colcha de crochê para o bebê que estava a caminho (não sabíamos que era o Francisco, falo sobre isso neste post). Mas falarei mais sobre essa colcha em breve.

Ao longo de alguns meses, publicava fotos do processo da colcha, e eis que surgem pessoas pedindo dicas de como fazer, como aprender. Pelo que eu lembro, minha avó não fazia colchas de quadradinhos como aquela que fiz. A ideia veio fuçando aleatoriamente trabalhos de crochê no flickr:  jogando na busca a palavra knitting (tradução em inglês para tricô) ou crochê e vendo os resultados — com certeza vai aparecer algo que dá vontade de fazer. É possível pesquisar do mesmo jeito no pinterest.

Depois, foi muito bom assistir vídeos: tem inúmeros no youtube — pelo menos é assim que consigo aprender. Há também as explicações por escrito e os diagramas. Depende da maneira como cada pessoa aprende com mais facilidade.

Alguns sites bons que visito com frequência:

Há também uma rede social de tricoteiras: ravelry. Tenho meu cadastro lá mas não postei nada, entro bem pouco. Lá pessoas postam projetos e padrões; vale criar um perfil e olhar o que as pessoas fazem.

Até agora, estou no básico, fazendo mantas, polainas e cachecóis, coisas bem elementares. Aos poucos, sem pressa, vou testando, errando e desmanchando muito!