DO SLING AO CARRINHO,

a transição foi acontecendo aos poucos. Durante mais de um ano, carregamos o Francisco no colo, no cangote ou em sling. Mas era inevitável que chegasse o momento em que o carrinho se mostrasse necessário.

O Francisco sempre foi pequeno e magrinho: o peso não era um incômodo para mim. Pelo contrário: gostava do corpinho dele junto ao meu, nossos olhos perto. A gente caminhava pelas ruas, pegava ônibus, ia ao supermercado, ao correio. Por sorte nunca tive dores nas costas nem nada parecido. Vez ou outra uma dor no ombro nos braços, se tivesse que carregar peso de sacola, por exemplo.

Uma amiga veio nos visitar quando o Francisco estava com 1 ano e meio. Ali sentimos a falta de um carrinho para passearmos mais tempo — para que ele inclusive pudesse descansar enquanto estávamos fora de casa!

Uma alternativa foi sair com triciclo, em alguns passeios curtos. Mas não é uma boa alternativa para longas caminhadas ou para que ele pudesse dormir.

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De toda forma, no sling ele não fica mais. Cresceu e precisa se sentir mais livre. Senti uma tristezinha pelo tempo que passa, pelo fim de um período. E fomos à loja comprar um carrinho.

É raro ver adultos carregando crianças em slings e porta-bebês. De toda forma, há cada vez mais. Antes, eu me vangloriava por dentro e olhava para as mães com carrinho com certa superioridade — porque parece bem mais “prático” um carrinho do que o “esforço” em levar a cria junto ao corpo. Agora, eu me dava conta da necessidade e das razões do carrinho — um cuspe para cima!

Confesso que nos primeiros passeios me sentia estranha, com o Francisco distante, vendo as coisas por outro ponto de vista. Para conversar também fica mais difícil, porque temos os barulhos da rua ao redor. Em que direção ele está olhando? O sol incomoda? Está com frio, com calor?

Por outro lado devo assumir que nos ajuda muito. O carrinho tem espaço para uma bolsa, agasalhos, garrafinha de água. Tinha receio que o Francisco não quisesse ficar no carrinho — que nada! Ele gosta de sentar-se ali e observar tudo pela rua.

Cada coisa tem seu momento. Curti e aproveitamos muito o tempo do sling. Agora estamos em outro momento. E assim vai.

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