EU USAVA ÓCULOS

há um bom tempo. Por volta dos 10 anos de idade fui ao oftalmo e ele receitou óculos pra usar na escola, ler, ver filme. Escolhi uma armação tipo tartaruga. Depois larguei, fiquei um tempo sem usar até sentir falta deles, lá pelos 17 anos.

Meu caso era astigmatismo e miopia — fraquinhas as lentes. Mesmo assim veio uma época em que eu estava sempre de óculos. Tinha vezes em que dormia de noite e entrava no banho com eles. Tomei gosto pelas armações, tinha mais de uma, para ir variando o modelo.

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Chegou uma hora em que eles não estavam mais me ajudando. Marquei uma consulta para checar se eu precisava trocar as lentes. Estranhíssimo foi fazer o exame e nenhum grau de lente dar conta de me fazer enxergar as letras miúdas. Fui em mais de um oftalmologista. Ninguém sabia me responder o porquê disso. Até que o quinto especialista com quem conversei me aconselhou:

— Por que você não para de usar óculos durante uns meses? Acho que seus olhos se habituaram às lentes. E pode ser que elas não sejam mais necessárias. Ou então a miopia pode ter regredido.

Passei a usar os óculos só em alguns momentos, como ir ao cinema ou trabalhar longas horas na frente do computador. E depois nem isso. Ia ao cinema e os esquecia em casa.

Dois anos atrás, quando voltei a fazer aulas de direção, fiz outro exame. O resultado: vista sem problemas; não preciso de óculos.

Lembrei disso tudo ao ler uma passagem de “A doença como caminho”:

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Certamente, sem os óculos eu comecei a enxergar muitas outras coisas ao meu redor.

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