Arquivo do mês: dezembro 2010

UM SHOW TERMINA

e ficamos alguns minutos esperando o bis. Os amigos que estavam comigo resolvem ir embora. Fazem planos de viagem, eu começo a lembrar de um restaurante no Rio de Janeiro, o nome me foge, onde a sopa é muito boa.

Fico sabendo que tem alguém me esperando fora da sala. Subo as escadas, elas são muitas. Quando chego lá fora, a pessoa que me esperava já tinha ido embora – ou na verdade não estava me procurando.

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ERA UM CARRO

de modelo novo, fabricado por um grupo de estudantes de engenharia veganos. Eles me oferecem um, para testar; digo que não sou vegana; eles querem justamente conquistar outros públicos. Aceito dirigir o carro, de cor marrom, meio jipe, meio lada. Coloco na minha vaga do prédio, os vizinhos estranham o visual. Pergunto aos moços veganos como foi fabricado, que combustível aceita.  Só sabem dizer o preço: muito mais caro do que eu imaginava.

Então vamos todos a uma lanchonete vegana na rua da Consolação, as comidinhas são muito boas. Os veganos concordam que é melhor não ter carro por enquanto.

O PEQUENO ARQUITETO

é um tanto diferente de outros joguinhos de blocos de montar: sempre paredes, pontes, telhados e a torre com relógio; peças de madeira nunca exatamente iguais umas às outras, como as de plástico. Além disso, não tendo dentes para encaixar, as peças permitem pilhas que desafiam a gravidade. E por isso mesmo o que se monta com elas se desfaz com muito mais facilidade.

FIQUEI SURPRESA

com a história do Tetris, que eu desconhecia: a URSS caindo, um pesquisador cria o jogo, que se espalha sem controle, direitos ou patentes. Mesmo quando o jogo passa o outro lado da cortina de ferro, acordos são furados, contratos não são cumpridos, até que um golpe certeiro da Nintendo derruba todos os outros concorrentes.

A história pode ser menos simples do que o jogo – por conta tanto de uma coisa como de outra sonhei esta noite com pecinhas caindo, esperando um encaixe com outras.

MISTURANDO TUDO

Hannah e suas irmãs, Minha noite com ela, jogo de corrida de carros nas cidades, Waking life, A origem, Alta fidelidade, 500 dias com ela, Amélie Poulain, Seattle nos anos 90, terremotos em 1910, pontes e mais pontes foram criando um sonho assim: eu, e mais alguém, saíamos por San Francisco ensolarada. Primeiro uma loja de LPs, depois a gente corria para uma loja de móveis e artigos de casa. Quando me dava conta, voltava pra rua, muito reta, mas cheia de subidas e descidas bem sutis. O celular me acorda – e percebo que meu sonho era uma vontade de voltar no tempo.

(Sobre Hannah…, que passou ontem na tevê: não é por acaso que Mickey (Woddy Allen) entra na loja de discos atrás de Holly (Diane Wiest). Ela estava justamente na seção de jazz, que dizia antes não gostar…)

O QUE É JEU?

tem a mesma origem que jogo, em português. Tanto numa língua como na outra, são muitas as definições: atividade livre e desinteressada, diversão, passatempo, distração; competição, organizada em regras, com objetivos e prêmios; série de elementos que formam um conjunto; a maneira de jogar; etc.

A primeira definição em francês para jeu não equivale a jogo, mas a brincadeira. O mesmo, me parece, acontece com o espanhol jugar.

E não encontrei palavra de mesma raiz e de mesma história em francês: brincadeira vem de brinco, jóia, enfeite; vem do latim vinculum: aquilo que cria laços, relações, ligações, que prende uma pessoa a outra.

UMAS CARINHAS