UM CABELEIREIRO CHINÊS

ficava numa casa amarelecida pelo tempo. Velhinho, contava com um assistente, que mais parecia seu chefe. Era um moço loiro, que pouco entendia de corte mas sabia administrar o negócio do chinês, sentado num balcão.
Fui cortar o cabelo com esse chinês. Não queria cortar o cabelo, quero deixar crescer, quero que ele fique bem longo. Eu estava lá mais para ouvir algum conselho desse velho sábio, que com poucas passadas de tesoura conseguia mudar a vida das pessoas.
Ele cortou meu cabelo seco, e ele parecia crespo, assim como ele era quando eu tinha uns 12 anos. Esse sonho me lembrou um corte de cabelo, num salão na rua Martim Francisco, que nem deve mais existir. A velha senhora cortou meu cabelo seco também. Sabe-se lá porque eu não estava sentada, mas de pé. Tive uma tontura, uma queda de pressão, quase ia desmaiar mas aguentei até o final. Meu cabelo ficou horrível, todo despontado. Minha mãe reclamou e nunca mais voltamos lá.
No sonho, o mestre chinês falou sobre a minha boca e a minha respiração.
Queria 38 reais pelo corte, eu tentei negociar, mas o moço loiro não deixava que se pagasse menos que isso.
Eu acabei abandonando o salão do velho chinês antes que o corte terminasse.

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