O INGLÊS

que o Caetano fala parece só dele, um inglês que parece o melhor articulado, o mais clear. O sotaque de nenhum outro falante, mas o inglês de todos os falantes. Um som que me agrada em particular vem das músicas que ele canta em inglês.

Talvez tudo tenha começado com London, London, a versão dele em contraste com o que Paulo Ricardo fez nos anos 80 – as músicas acompanhadas de piano e violino também ocupavam um lugar especial na infância; assim como “Flores em você” do Ira, “London London” do Paulo Ricardo devia ser acompanhado parado em frente ao rádio, deixando os minutos passarem.

Conhecendo depois o disco do Caetano de 1969, de capa branca com a assinatura dele, um dos primeiros CDs que compramos em casa, vi que o repertório em inglês dele é maiorzinho e igualmente me encanta. Bem mais recentemente ele fez um CD todo de repertório dos EUA. Mas ainda uma música de 1969 me parecia alienígena, também procurava flying saucers in the sky: “Não identificado”. Pequena, eu achava que o refrão era uma língua distante, vinda da Índia, um dialeto de urdu renovado: como um objeto não identificado…

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Uma resposta para “O INGLÊS

  1. Eu não sabia…

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