UM DOCUMENTÁRIO

que  vimos no mês que se passou.

Cidadão Boilesen, indicação de uma professora. Se não fosse por ela, talvez para mim o filme tivesse passado despercebido, perdido em uma sala em poucos horários. O título já evoca o gênero de objeto de que o filme vai tratar: o “outro lado” de um nome, de uma dupla vida pública.

Para falar de Boilesen, o diretor Chaim Litewski empreendeu uma pesquisa de anos e anos. Conseguiu depoimentos de vários nomes ligados à vida do executivo que se destacou, dentre tantos, na repressão aos opositores da ditadura. A busca por relatos e documentos produz um efeito discordante ao mesmo tempo que detalhista. Tanto que tenta relacionar a crueldade de Boilesen a um acontecimento de sua infância pobre, na Dinamarca. Um pouco demais, para mim, valorizar esse tipo de achado. Mas é um achado dentre muitos valiosos para preservar, num tratamento visual ágil e elaborado para um tema tão pesado.

Muitas vozes falam sobre Boilesen, dos militantes que organizaram seu assassinato aos miltares que o admiravam –  exceto ele mesmo. Por quê? Falta de material, de declarações escritas ou imagens com sua voz?

Uma frase simples, agora me foge quem a disse no documentário, pode defini-lo: “foi vítima de si mesmo”. E quem é que não acaba sendo?

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